Dicas de encontros / Relacionamentos

Relacionamento com alguém de outro país: idioma, fuso horário e segurança

Sem idioma em comum, com uma grande diferença de fuso horário e um primeiro encontro que exige passagem. Como fazer a tradução trabalhar a seu favor, lidar com as diferenças culturais e evitar os golpes que miram relacionamentos a distância.

· 7 min de leitura

Conhecer alguém de outro país significa lidar com dois tipos de distância: a dos quilômetros e a das palavras. O fuso horário decide quando vocês podem conversar, muitas vezes há um tradutor entre as mensagens de vocês, e o primeiro encontro costuma começar com uma passagem. Nada disso impede um bom relacionamento; só pede alguns hábitos que quem sai com gente da própria cidade nunca precisa ter.

Comece pelo que vocês têm em comum

Antes de escrever, veja os “Idiomas” da pessoa: se vocês falam algum em comum, o perfil mostra “Idiomas em comum”. Coloque no seu perfil todos os idiomas em que você consegue conversar, mesmo os que fala só um pouco. Para encontrar quem fala algum dos seus, abra “Filtros detalhados” em “Pessoas por perto” e escolha o idioma em “Idiomas”.

Tudo o que no YADate se escolhe numa lista chega à outra pessoa no idioma dela, sem precisar de tradutor: os selos de “Em poucas palavras” abaixo de “Sobre mim” e as respostas em “Perguntas”. Vale conferir dois pontos logo no começo: se a pessoa se mudaria por um relacionamento e se ela respondeu “Não é para mim” a “Relacionamento a distância?”. Melhor descobrir isso agora do que depois de um mês de mensagens. Até o “Responder” abaixo de uma resposta dela envia uma opção escolhida numa lista, então cada pessoa lê no próprio idioma.

Como funciona a tradução na conversa

O YADate traduz as mensagens de texto que você recebe. Abaixo de uma mensagem em outro idioma aparece “Traduzir”, e “Ver original” traz de volta o texto como foi escrito. Se a maioria das suas conversas é em outros idiomas, abra “Configurações” e ative a “Tradução automática de mensagens”: aí cada conversa já é traduzida assim que você a abre. “Traduzir” também funciona abaixo do “Sobre mim” de outras pessoas.

O que vale ter em mente:

  • A tradução automática erra, principalmente com piadas, gírias e frases longas.
  • Muitos idiomas têm um jeito educado e um jeito íntimo de dizer “você” e marcam o gênero nos verbos. Os tradutores costumam perder a primeira diferença e chutar a segunda, então uma mensagem pode soar mais formal ou mais íntima do que se queria, ou errar o seu gênero. Antes de culpar a pessoa, desconfie do tradutor.
  • Emojis nunca passam pelo tradutor, e links e números longos ficam exatamente como foram escritos.

Escreva de um jeito que o tradutor entenda

Suas mensagens são traduzidas do lado da outra pessoa, e você nunca vê a versão que ela lê. Alguns hábitos ajudam:

  • Uma ideia por frase: frases curtas e completas sobrevivem à tradução muito melhor do que um textão corrido.
  • Evite gírias, abreviações e trocadilhos. A ironia é a primeira a se perder, então, se for brincadeira, coloque um emoji.
  • Escreva o mês por extenso: “3 de abril”, e não 3/4, que nos Estados Unidos quer dizer 4 de março.
  • Confirme o que for importante numa linha simples: “Então: 14 de março, 18h no seu horário, certo?”
  • Aprenda a cumprimentar, agradecer e dar boa noite no idioma da pessoa: algumas palavras sem tradutor muitas vezes valem mais do que um parágrafo longo.

Quando uma mensagem soa estranha

Antes de se ofender, toque em “Ver original”: mesmo que você saiba só algumas palavras do idioma, talvez dê para ver onde a tradução escorregou. Depois, pergunte em vez de adivinhar: “Acho que não entendi direito. Você está falando deste fim de semana ou do próximo?”

Os hábitos na escrita também mudam. Muita gente que fala russo termina a frase com um parêntese no lugar do emoji, então “Oi))” é um cumprimento carinhoso, e não erro de digitação. Em tailandês, “555” é risada, porque a palavra “cinco” soa como “ha”. Em alguns lugares, um “não” direto é normal; em outros, ele vem embrulhado em palavras mais suaves. Dê às pessoas o benefício da dúvida até que as atitudes delas mostrem o contrário.

Diferenças culturais para conversar logo no começo

Duas pessoas do mesmo prédio podem ser mais diferentes entre si do que duas de continentes distintos, então não ponha tudo na conta da nacionalidade. Mesmo assim, quando vocês cresceram em lugares diferentes, alguns assuntos merecem vir à tona mais cedo:

  • como costumam ser os encontros onde cada um de vocês mora: quanto tempo as pessoas levam para se ver pessoalmente e quando a família entra na história;
  • quem paga no encontro e se é normal dividir a conta;
  • religião, datas comemorativas e tradições de família que fariam diferença numa vida a dois;
  • onde vocês gostariam de morar se a coisa ficar séria.

Pergunte por curiosidade, não como quem aplica uma prova. “Como é um domingo normal na sua família?” rende uma história, enquanto “Você acredita em Deus?” rende um sim ou um não.

Fuso horário sem confusão

Quando para uma pessoa já é noite e para a outra é hora do almoço, não dá para ficar adivinhando. Adicione a cidade da pessoa ao relógio mundial do celular e, quando sugerir um horário, diga a cidade: “Às 20h no meu horário, estou em Varsóvia.” Fique de olho nas mudanças de horário: muitos países não têm horário de verão, e a maior parte da Europa e os Estados Unidos mudam o relógio em fins de semana diferentes, então, durante algumas semanas por ano, a diferença entre eles fica uma hora menor.

Combine com a pessoa um horário do dia que seja bom para vocês, em vez de ficar esperando on-line. Nos intervalos, as mensagens de voz ajudam: você grava quando é bom para você, e a outra pessoa ouve quando é bom para ela. Elas não são traduzidas, então, sem um idioma em comum, mande áudios curtos. Você pode enviá-las, com até um minuto cada, assim que a outra pessoa tiver respondido.

Golpes que miram relacionamentos a distância

Golpistas do amor contam com a distância: ela explica por que o encontro nunca acontece. O roteiro quase não muda:

  • logo nos primeiros dias, querem levar a conversa para outro app ou mensageiro;
  • sempre há um motivo para não poderem encontrar você nem ligar a câmera: um contrato no exterior, um navio, um celular quebrado;
  • depois aparece o dinheiro: a passagem para vir visitar você, o visto, uma taxa da alfândega por uma encomenda, uma emergência no exterior, um “investimento”.

Nunca mande dinheiro, cartões-presente, criptomoedas nem os códigos que chegam no seu celular para alguém que você não conhece pessoalmente, por mais convincente que seja a história. Quando o tradutor deixa cada mensagem redondinha, é difícil avaliar como a pessoa escreve, então avalie o que ela pede. Nós retemos números de telefone e links nas primeiras mensagens, para que ninguém consiga levar você para outro app logo de cara. Mais sinais de alerta em como identificar um golpe do amor.

Antes de viajar para o encontro

Não há chamadas de voz nem de vídeo dentro do YADate, então, quando vocês já estiverem conversando há algum tempo, proponha uma chamada de vídeo rápida em outro app, antes que alguém compre uma passagem. Alguns minutos na câmera, mesmo com palavras simples e muitos sorrisos, dizem mais do que qualquer foto. Para outras verificações, veja como saber se um perfil é fake.

Quando a viagem estiver marcada:

  1. Reserve e pague a sua hospedagem e a sua passagem de volta.
  2. Marque o primeiro encontro num lugar público e movimentado e vá até lá por conta própria.
  3. Conte para um amigo ou uma amiga onde você vai ficar, com quem vai se encontrar e quando vai dar notícias.
  4. Não entregue o passaporte nem os cartões do banco a ninguém, e baixe no tradutor do celular o pacote do idioma para usar off-line.
  5. Faça um primeiro encontro curto e planeje uma viagem que valha a pena mesmo sem companhia.

Se pedirem para você pagar a passagem ou o visto da pessoa para ela vir até você, pare por aí.

A tradução transmite as palavras. Se alguém é real e tem intenções sérias, isso aparece nas atitudes.

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