Dicas de encontros / Relacionamentos
Encontros depois dos 50: como recomeçar após um divórcio ou uma perda
De volta aos encontros depois de um longo casamento? Como saber se chegou a hora, mostrar quem você é hoje, dizer o que procura, deixar os primeiros encontros leves e reconhecer os golpes que miram quem tem mais de 50.
Se você passou vinte ou trinta anos com a mesma pessoa, o seu último primeiro encontro ficou em outra vida. Voltar a sair depois de um divórcio ou de perder quem estava ao seu lado parece estranho para quase todo mundo. Mas as pessoas que você vai conhecer também viveram muito, e muitas querem o mesmo que você: alguém com quem seja fácil conversar e que saiba ouvir.
Como saber se chegou a hora
Não existe um prazo certo de espera. Depois de uma perda, algumas pessoas próximas vão dizer “é cedo demais”, e outras, “já estava na hora”. Estes sinais dizem mais:
- você consegue falar do seu casamento sem que toda conversa vire essa história;
- você tem curiosidade por gente nova, e não está procurando alguém para preencher um vazio;
- tudo bem para você se as primeiras conversas não derem em nada.
Sentimentos misturados (culpa depois de um luto, raiva ou alívio depois de um divórcio) são normais. E não tem problema dar uma olhada antes: no YADate, o “Modo incógnito”, nas configurações, permite ver perfis sem que as pessoas saibam que você passou por lá, e a página Encontros depois dos 50 dá uma primeira ideia de quem está por aqui.
Fotos para a pessoa reconhecer você
Deixe de lado a foto de dez anos atrás, por mais que você goste dela. A pessoa precisa reconhecer você na porta da cafeteria:
- use fotos do último ano ou dos últimos dois, com o rosto bem visível e sem óculos escuros;
- tire as fotos com luz do dia, perto de uma janela ou fora de casa: essa luz favorece mais do que qualquer filtro;
- inclua uma foto de corpo inteiro e uma fazendo algo de que você gosta;
- deixe de fora os netos e os ex, e, na primeira foto, apareça só você.
Cabelos brancos, óculos e as ruguinhas de tanto sorrir fazem parte da foto: é mais fácil escrever para um rosto de verdade do que para um rosto retocado.
Um perfil com a sua cara
Escreva do jeito que você se apresentaria num jantar na casa de amigos: algumas frases com suas próprias palavras, e não um currículo ou uma lista do que você não tolera. Mostre a sua vida hoje:
- Em vez de “Sou jovem de espírito”, experimente “Comecei a tocar violoncelo aos 55. A vizinhança está sendo muito paciente.”
- Em vez de “Adoro viajar”, experimente “Na próxima primavera vou fazer minha primeira trilha de vários dias. Companhia para as pausas do chá é bem-vinda.”
- Em vez de “Procuro minha alma gêmea”, experimente “Queria alguém para as feiras de domingo, um filme de vez em quando e longas conversas no jantar.”
Detalhes assim dão à outra pessoa uma primeira pergunta fácil.
Diga o que você quer
Dizer com clareza o que você quer poupa o tempo de todo mundo. Tem gente que quer voltar a dividir a casa, gente que prefere um relacionamento firme com cada um na sua casa, gente que quer encontros ou só companhia para shows e viagens. Todas são boas respostas.
No seu perfil do YADate, em “Detalhes”, o campo “O que procura” traz, entre outras opções, “Relacionamento sério”, “Encontros” e “Novas amizades”. As pessoas filtram por esse campo, então você vai aparecer nas buscas de quem quer o mesmo. O que as opções não cobrem, coloque numa frase em “Sobre mim”: “Não penso em me casar de novo, mas adoraria ter alguém para viajar comigo.”
No seu ritmo, não no dos outros
Não existe velocidade certa, desde que ninguém force a barra: tem gente que quer se encontrar depois de três mensagens, e gente que prefere semanas de conversa. Escreva para algumas pessoas, e não para dezenas, converse por uma ou duas semanas e depois proponha um encontro rápido: meses de mensagens criam uma imagem que nenhuma pessoa de verdade consegue igualar. Uma mensagem de voz (de até um minuto, depois que a outra pessoa tiver respondido) diz mais do que uma página de texto.
Você não deve resposta imediata a ninguém, e tudo bem dizer: “Faz muito tempo que não saio com ninguém, então prefiro ir com calma.” Se chegarem mais mensagens do que você consegue responder, vá às configurações e, em “Quem pode me mandar mensagem”, escolha “Quem combina com meus filtros de busca”.
Como falar do passado e dos seus filhos
Seu casamento, seu divórcio ou sua perda fazem parte da sua história: não é preciso esconder nem começar por aí. Os campos “Estado civil” e “Filhos” do seu perfil respondem às primeiras perguntas, e, num encontro, basta uma resposta curta e sincera: “Foram 27 anos de casamento. A gente se divorciou há três anos e se dá bem.” Ou: “Há quatro anos perdi a pessoa com quem dividi trinta anos da minha vida. Foi difícil, e hoje estou num bom momento.”
Depois, volte ao presente: comparações com quem veio antes deixam o encontro cheio demais. E se a outra pessoa fala com carinho de alguém que perdeu, isso não é sinal de alerta: mostra que ela é capaz de amar por muito tempo.
Filhos adultos podem ficar felizes, preocupados ou protetores, às vezes tudo ao mesmo tempo. Você não precisa da permissão deles, mas conte quando a coisa ficar séria, e faça da primeira apresentação um café rápido, não uma comemoração em família. Se eles tiverem medo de golpistas, ouça o que têm a dizer.
Primeiros encontros: de dia e curtos
Um primeiro encontro tranquilo tem luz do dia, um lugar público e um fim natural: um café às onze, um almoço, uma caminhada no parque, uma feira de sábado. Conte com mais ou menos uma hora; se for bom, sempre dá para pedir mais uma xícara.
- Escolha um lugar que você conhece e vá por conta própria.
- Conte para um amigo, uma amiga ou um dos seus filhos aonde você vai e quando volta.
- Saia com o celular carregado.
O nervosismo é normal dos dois lados da mesa, e admitir isso quebra o gelo: “Para falar a verdade, este é o meu primeiro encontro em muito, muito tempo.” Mais ideias em Ideias para um primeiro encontro simples e seguro.
Golpe do amor: os sinais de alerta
Golpistas do amor costumam escolher pessoas com mais de 50. Isso não tem nada a ver com ingenuidade: eles seguem um roteiro muito ensaiado, e conhecer esse roteiro é a melhor proteção. Dê um passo atrás se você notar:
- fotos impecáveis e um trabalho bem longe: num navio, numa plataforma de petróleo, numa missão militar no exterior;
- sentimentos enormes em poucos dias: “destino”, “alma gêmea”, planos de uma vida a dois;
- pressa em levar a conversa para outro app ou para o e-mail;
- semanas de conversa, mas nenhum encontro e nenhuma chamada de vídeo: a câmera vive quebrada;
- uma história que termina numa emergência (uma cobrança do hospital, uma taxa da alfândega, uma conta bancária bloqueada) ou num investimento com o qual a pessoa supostamente ficou rica;
- o pedido para manter o relacionamento em segredo das suas amizades ou dos seus filhos.
Uma regra resolve quase tudo: nunca mande dinheiro, cartões-presente ou criptomoedas (nem os códigos de um cartão ou de um SMS) para alguém que você não conhece pessoalmente, por mais convincente que seja a história.
O YADate também faz a sua parte: um moderador analisa cada foto antes que outras pessoas a vejam e percebe as repetidas, e números de telefone e links ficam retidos nas primeiras mensagens. O selo “Perfil verificado” é dado pela equipe de moderação, mas não prova quem a pessoa é. Se algo parecer estranho, toque em “Denunciar” no perfil ou na conversa e leia como identificar um golpe do amor.
A maioria das pessoas que você vai conhecer é exatamente quem diz ser: um pouco nervosa, cheia de esperança e feliz por ter com quem conversar.
Comece com uma conversa e um café. Todo o resto pode esperar até você saber que gostaria de tomar outro.