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Sobre o que conversar no primeiro encontro: perguntas sem cara de entrevista

Medo de faltar assunto? Como se preparar sem roteiro, perguntas que fazem a conversa render, temas para deixar para depois e o que fazer quando bate o silêncio.

· 5 min de leitura

Quase todo o nervosismo de um primeiro encontro se resume a uma preocupação: e se faltar assunto? A boa notícia é que você não precisa de roteiro. Algumas boas perguntas, curiosidade de verdade e calma para deixar uma pausa ser só uma pausa seguram quase qualquer conversa.

Antes de sair, relembre o que você já sabe

Não é um encontro às cegas: vocês já conversaram, e você já viu o perfil da pessoa. Antes do encontro, tire dois minutos para reler a conversa e escolha dois ou três assuntos para retomar:

  • uma viagem que a pessoa comentou, um emprego novo, um pet, um hobby que ela acabou de começar;
  • uma história que ela prometeu contar “pessoalmente”;
  • alguma coisa que fez vocês darem risada.

“Como estão as aulas de cerâmica? Já teve a segunda?” é um ótimo começo. Mostra que você prestou atenção, e é fácil de responder.

No YADate, dê uma olhada também na seção “Perguntas” do perfil da pessoa. As respostas marcadas com “Igual à sua” são assuntos prontos, e os selos abaixo de “Sobre mim” (se a pessoa é de acordar cedo, o que acha de viagens ou de pets) muitas vezes puxam uma boa história.

Comece com algo leve

Os primeiros dez ou quinze minutos servem para se ambientar. Ninguém espera reflexões profundas enquanto vocês ainda estão escolhendo a bebida. Perguntas simples funcionam melhor:

  • “Veio direto do trabalho? Como foi o seu dia?”
  • “Você já conhecia este lugar? O que vale a pena pedir aqui?”
  • “Como foi para chegar? O trânsito estava aquele caos de sempre?”

Essas perguntas não precisam ser fascinantes. Elas dão tempo para vocês relaxarem e se acostumarem com a voz de cada um.

Perguntas que fazem a conversa render

O truque é fazer perguntas abertas, que não se respondem com um simples “sim” ou “não”. “Você gosta do seu trabalho?” termina numa palavra. “Do que você sentiria falta no seu trabalho se saísse amanhã?” começa uma história.

Algumas ideias, das mais leves às mais pessoais. Você não precisa de todas: duas ou três costumam bastar para a conversa engrenar.

No dia a dia

  • Como é um fim de semana bom de verdade para você?
  • Que lugar da cidade você mostraria para alguém que vem visitar pela primeira vez?
  • Tem alguma coisa que você está contando os dias para chegar?

Interesses

  • Como você descobriu [o hobby da pessoa]? Lembra do momento em que deu aquele clique?
  • Qual foi o último livro, série ou projeto que fez você perder a noção do tempo?
  • Tem alguma coisa que você sempre quis aprender, mas ainda não arrumou tempo?

Histórias

  • Qual foi a melhor viagem que você já fez? E por que ela foi tão boa?
  • O que você queria ser quando era criança?
  • Que coisa pequena sempre deixa o seu dia melhor?

Um pouco mais a fundo, se a conversa estiver fluindo

  • O que mais importa para você nas pessoas com quem passa o seu tempo?
  • Sobre o que você mudou de ideia nos últimos anos?
  • O que você espera que o próximo ano traga?

A segunda pergunta importa mais do que a primeira

O segredo de uma conversa fácil não é uma lista enorme de perguntas, e sim a pergunta seguinte, aquela que puxa o fio. Quando a outra pessoa responder, pegue um detalhe: “Espera, você fez essa viagem sem companhia? E como foi?” Esse tipo de pergunta mostra que você está ouvindo, e não só esperando a sua vez de falar.

Fale de você também. Uma boa regra: se perceber que fez três perguntas seguidas, conte uma história curta sua. Encontro é conversa, não entrevista de emprego, e a outra pessoa também quer conhecer você.

Assuntos para deixar para depois

Nenhum deles é proibido. Só fica mais fácil falar deles quando vocês já se conhecem um pouco:

  • Relacionamentos anteriores em detalhes. Se perguntarem, uma resposta curta e tranquila basta: “Foram oito anos de casamento, e a gente se separou numa boa.”
  • Dinheiro e salário. Contar em que você adora gastar não tem problema; perguntas sobre quanto a pessoa ganha não combinam com primeiro encontro.
  • Discussões acaloradas. Se política ou religião são importantes para você, dá para perguntar o que é importante para a outra pessoa sem tentar ganhar a discussão.
  • Problemas de saúde e brigas de família. Guarde esses assuntos para quando houver mais confiança entre vocês.
  • Reclamações sobre a vida amorosa. Histórias de encontros ruins e de conversas que não acabam nunca raramente causam boa impressão.

Já dizer em linhas gerais o que você procura é normal e até ajuda. “Espero encontrar um relacionamento duradouro” é sincero e não coloca pressão em ninguém.

Quando bate o silêncio

Pausas acontecem em todo encontro, inclusive nos bons. Alguns segundos de silêncio parecem muito mais longos para você do que para a outra pessoa. Tome um gole da bebida, olhe em volta e comente algo que estiver por perto, ou volte a um assunto de antes: “Sua irmã mora em Lisboa, né? Você vai muito para lá?”

A sinceridade também ajuda: “Para falar a verdade, estou com um friozinho na barriga.” A maioria das pessoas relaxa ao ouvir isso, porque geralmente sente a mesma coisa.

Sinais de que a conversa está indo bem

  • O tempo passa mais rápido do que você esperava.
  • A pessoa também faz perguntas e retoma o que você contou.
  • Vocês caem na risada por alguma bobagem.
  • Em algum momento aparece um “a gente podia…”: ir àquele café, ver aquele filme, passear naquela feira.

Se a conversa ficou um pouco travada, isso não quer dizer necessariamente nada. O nervosismo atrapalha muita gente, e o segundo encontro costuma ser bem mais fácil do que o primeiro.

Uma boa conversa no primeiro encontro não é um espetáculo. São duas pessoas com curiosidade uma pela outra.

Ainda está escolhendo o lugar? Veja nossas ideias para o primeiro encontro. E quando o encontro acabar, Depois do primeiro encontro ajuda com os próximos passos.

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